FRANCINE'S POV
Era uma manhã de terça feira chuvosa,mas para mim parecia o paraíso,eu tinha recebido a confirmação da Lorena,nós íamos pra califórnia,pra explicar isso melhor nós devemos voltar um pouco no tempo certo? Lorena é uma grande amiga minha,lolo como eu costumo a chamar nos conhecemos em um show do Red Hot Chili Peppers,duas loucas por essa banda o que nos deixa mais unidas do que qualquer outra amiga que eu tenho,a gente resolveu tentar a vida em outro lugar,na califórnia mais precisamente,meus pais liberaram numa boa,ate porque eu tenho 18 anos e falo fluentemente o inglês,mas os pais da lorena ficaram um pouco preocupados com essa ideia,então nós demos um tempo para eles pensarem sobre o assunto,e hoje,graças ao bom Deus,eu recebi a confirmação de que nós vamos para a califórnia,fazer o que lá ainda não sabemos,mas que vai ser muito divertido vai.
Os dias passavam lentamente,mas nossas passagens já estavam compradas e já tínhamos conseguido um aluguel baratinho por la,como a internet facilita a vida das pessoas,eu estava confirmando se tudo estava dentro da mala e não esquecera de algum par de sapato ou peça de roupa,porque eu sempre fazia isso,a situação do meu cabelo não era das melhores também,ele sempre se esvoaça quando eu fico ansiosa,ele é castanho médio,quase um dourado na luz,o que não o impede de ficar horrível de vez em quando,coisa de louco,eu também não sou uma Angelina Jolie da vida,minha altura me condena,1,60 só,minha boca que alegra a minha vida,ela é vermelhinha e também não é pequena,mas deixemos esses fatos de lado,o dia da viajem esta chegando e isso pode tornar tudo melhor na minha vida nerd e pacata.
3 semanas depois nós estávamos desembarcando em LA, devo confessar que agora entendo tudo que o Anthony Kiedis,vocalista do Red Hot Chili Peppers diz sobre isso tudo, é tão lindo,e ao mesmo tempo tem o subúrbio e as coisas ruins, coisa de cidade grande, até que nosso apartamento não era tão ruim não, estava muito para um apertamento,mas dava pra vivermos numa boa,pelo menos por um tempo, nós chegamos lá, e só arrumamos nossas roupas e bugigangas porque já tinha uma mobília velha e ferrada, mas era uma mobília.
Nós resolvemos ir em busca de emprego,não da pra viver aqui só com o dinheirinho de nossas economias,é muito pouco,por sorte eu e a Lolo tínhamos conseguido uma entrevista em uma grande casa pra trabalhar de babá e de cozinheira, respectivamente, a comida da Lorena era uma delicia, não tinha como saber de onde ela tirava tantas ideias e transformava em um jantar digno de restaurante chique e eu, tinha que cuidar de alguém, o que me parecia bom, porque sempre me disseram que eu tinha um estilo materno, o que nos restava era esperar 3 dias para ir até a casa, fazer a prova pratica e resolver o salário.
LORENA'S POV
Surtei quando recebi a notícia de que meus pais deixaram eu me mudar para Los Angeles com a Francine, minha melhor amiga, mas eu chamo ela de Fran, é mais prático. Mas preciso me apresentar, tenho 18 anos, tenho um cabelo loiro meio cor de mel, liso desde a raiz e a partir da metade ele faz umas ondas, e me acho muito alta (para uma mulher), 1,75 de altura.
Agora já fazem algumas semanas que estamos aqui, hoje temos uma entrevista de emprego numa grande mansão, estou muito preocupada com isso, me candidatei a vaga de cozinheira, mas não sei se comida brasileira vai agradar o meu provável patrão/patroa, Fran também parece estar preocupada com isso, mas eu sempre fui muito exagerada nesse quesito preocupação, as vezes por problemas bobos quase piro.
Nossos pais tinham dado um dinheiro para comprarmos um carro aqui e não depender de táxi e essas coisas, ele era simples, mas nos atendia muito bem. Pegamos o endereço da casa e eu fui dirigindo, e o clima tenso e de ansiedade dominava o ar.
- Ansiosa? - Perguntei.
- De mais! E você?
- Também, como será que eles vão nos avaliar?
- Só Deus sabe Lolo, mas quem sabe.
- Pois é né.
Chegamos no local e ficamos impressionadas com o tamanho da casa, demos um último suspiro e tocamos e campainha, eu e Fran nos entreolhamos e sussurrei um "boa sorte" para ela, que sussurrou o mesmo de volta. Estávamos num silêncio absoluto e conseguimos ouvir uns passos vindo de dentro da casa e logo a porta foi aberta, devo ter ficado branca na hora que vi quem era o dono da casa, olhei para Fran e ela tinha a mesma expressão que eu, e me falava com o olhar "Não pira" e me segurei ao máximo para não o fazer.
- Foram vocês que se candidataram para os serviços aqui? - Ele perguntou e gelei com sua voz.
- Sim - Respondi.
- Ótimo - Ele deu um sorriso fraco - Meu nome é Anthony, entrem - Entramos na casa e ele nos indicou o sofá.
- Eu sou Francine, me candidatei pra vaga de babá - Ela se segurava para não gaguejar.
- Meu nome é Lorena, vim pra vaga de cozinheira.
Ele começou a fazer várias perguntas para nós, que respondemos todas, ainda estávamos chocadas por ter visto quem era, mas não podíamos demonstrar isso. Pessoalmente ele era mais bonito, mais tudo, me concentrava ao máximo para não viajar em outras coisas, já que quando se trata de Anthony Kiedis vocês já sabem né. No final, ele disse que tinha gostado de nós e que poderíamos começar na segunda, ele me mostrou a cozinha, e apresentou seu filho, Everly, para Fran.
Assim que saímos da casa, entramos no carro rapidamente e fechamos as portas, nos entreolhamos e gritei.
- ERA O ANTHONY KIEDIS CARA! A GENTE VAI TRABALHAR AI!
- Aiiii! Adorei! Ele é mais gostoso de perto né?
- Nossa, é aquela voz? Dava vontade de agarrar ele ali mesmo - Rimos.
- Verdade... Mas ele pareceu ser bravo, e acho que o Everly não gostou de mim.
- Será? Deve ser só uma birrinha dele mesmo...
FRANCINE'S POV
Tinha chegado o dia da entrevista,nossos pais demonstraram um amor enorme por nós nos enviando dinheiro pra comprar um carro por aqui, é melhor que andar de ônibus, metro ou taxi, dinheiro que se desperdiça com passagens já que aqui a gasolina é mais em conta, os dias foram passando mais rápidos que o normal porque lá estávamos nós em Los Angeles, bem que poderiam me chamar pra fazer um filme com a Penélope Cruz e o Johnny Depp, mas enquanto isso não acontecia, nós tentávamos a vida como babá e cozinheira.
O dia tinha chegado,e ás 3:50 em ponto nós saiamos de casa em nosso carro capenga em busca do casarão que poderíamos trabalhar, eu como sempre, fui com uma calça jeans azul muito escura uma sapatilha de oncinha e uma blusa branca com pequenos pinguins detalhados no tecido, tinha que parecer meiga e educada,ia trabalhar com uma criança e a primeira aparência é o que fica, a lolo pra variar estava com um jeans preto que eu particularmente achava uma benção de tão lindo,uma regata cinzente fininha com listras pretas com um coletinho também preto e uma sapatilha de verniz cheia de spikes na ponta,ela tinha um estilo mais roqueiro que eu, na verdade,ela podia usar, eu que ia ser a babá, chegamos lá quase atropelando os outros por estar babando na casa, eu queria uma dessas pra mim, era toda grande, com um estilo super diferente, tinha que ter muito dinheiro pra sustentar uma fortaleza como essa.
Batemos na porta e a tensão era tão grande que eu conseguia ouvir os passos dentro da casa,até que abriram a porta e pediram para nós entrarmos,na hora eu pensei que ia desmaiar ou até vomitar,é nojento eu sei,mas a situação foi complicada,nós entramos meio tremendo e cambaleando pelo espaço enquanto o ANTHONY KIEDIS nos apontou o sofá,eu não sei como consegui marchar para lá,eu respirava o mesmo ar que o cara mais gostoso do planeta,não tem como ser melhor, nós conversamos cerca de 20 minutos, ele era objetivo e não ficava fazendo perguntas bestas, eu só conseguia responder bobeira com uma voz de songa monga, era o melhor que eu tinha pra oferecer naquela situação, a Lorena não parecia muito diferente disso, mas ela era menos atrasada no raciocínio que eu, no final das contas, ele nos aceitou, eu acredito que foi por dó porque ele de vez em quando ria do nosso desconcerto perto dele, já deveria estar acostumado com isso, ele deixou passar e fui conhecer o Everly, seu filho.
O menino era todo quieto e mimado, no início estávamos eu,o Anthony,não me canso de falar o nome dele, e o Everly conversando sobre brinquedos e vídeo games,mas então o Sr. Kiedis foi apresentar a cozinha a Lorena,e foi ai que a situação fico preta, o menino não respondia quando eu perguntava sobre um vídeo-game ou filme e quando tentava parecer interessada em algum item do quarto dele ele dizia com uma voz nojenta:
-Se você pegar alguma coisa eu conto pro papai -tudo aquele menino falava que ia contar ao pai, eu comecei a entrar em desespero, o salario era ótimo pra uma babá e eu poderia ver a banda, ou pelos menos da uma olhadinha rápida, e também fica um pouco perto do nosso apertamento e eu e a Lorena poderíamos vir juntas pro trabalho,almoçar,tomar café e jantar aqui, era tudo tão perfeito, só dependia do Everly Bear, menino mimado filho do Sr. Kiedis,a propósito, o único jeito a qual eu poderia me referir a ele.
Quando entramos no carro se alguem tivesse passando por perto ia pensar que estava acontecendo um assassinato, porque a gente chorava e gritava ANTHONY KIEDIS!!!!!!!!!! com toda a nossa força,também estavamos cantando nossas musicas favoritas,o resto do dia foi festa pra Lorena, ela tinha tudo pra dar certo por lá,só eu que tinha medo do Everly me denunciar.
O primeiro dia de trabalho chegou,a Lorena veio pulando em cima da minha cama e me deu uma vontade de socar a cara dela,era 5:20 da matina e eu com uma cara de zumbi com TPM,
- velho,tá na hora, -ela disse parecendo que tinha ganhado na loteria
-Eu to indo,pera ai que eu vo te arrajnar um calmante que vão achar que voce está sobre posse da erva - Nós rimos e eu fui tomar um banho,a agua quentinha me deixou com mais sono,então eu tive que ser forte e abrir a água gelada,saí de lá parecendo um pouco melhor,coloquei o mesmo jeans só que uma blusa degrade que ia do branco pro azul,íamos tomar café la,então a Lorena se arrumou também e fomos no nosso batmóvel.
Chegando lá,eu recebi uma série de mandamentos da casa,como nao ouvir musica alta,não falar palavrões perto do Everly e coisas do gênero,mas antes paramos pra abastecer e eu resolvi comprar um toblerone pro Everly,eu ia ter que fazer aquele menino gostar de mim de qualquer forma, nós fomos pra cozinha e a Lorena fez panquecas para nós e uma vitamina toda cheia dos não-me-toque pro Anthony, era o que ele tinha pedido de acordo com um bilhete em cima da mesa,terminamos nosso café a ja estava tudo pronto pro café do Everly e do Sr.Kiedis, nós ainda falávamos Anthony de vez em quando e os outros empregados nos olhavam com cara de espanto por causa disso.
O Sr.Kiedis foi o primeiro a aparecer na cozinha e no mesmo instante eu me senti corada e desesperada,como podia ser tão lindo?
- Bom dia garotas-ele disse em um tom monótono
-Bom dia - falamos em coro sem querer e começamos a rir meio envergonhadas -Anthony nos lanço um sorriso meio torto e saiu com sua vitamina na mão,então lá da sala ele perguntou de quem era o toblerone em cima da mesa:
-Droga sô,esqueci o Toblerone do Everly na mesinha da sala -praguejei baixinho
-Corre lá,as vezes ele não liga pra isso- Lorena falou com um tom despreocupada,lancei um olhar de morte pra ela,aquele emprego significava muito pra mim.
Saí correndo e retirei o toblerone da mesa pedindo desculpas,
- Voce comprou isso? - ele perguntou num tom autoritario
-Sim,um chamego pro Everly -disse envergonhada
-Ah sim,muito bom,me dá metade que ele não vai comer tudo - Na mesma hora meu semblante melhorou,eu achava que ia levar A bronca do ano,mas ele só pegou um pedaço e me mandou acordar o Everly. O pesadelo chamado Everly estava pra começar,enquanto isso,eu ouvia Lorena papear com alguém na cozinha,o próximo serviço dela era o almoço,e ainda faltava tempo,sorte dela.
Cheguei no enorme quarto azul mar dele e o vi dormindo todo esparramado na cama,cheguei mais perto, sentei na cama e chamei o nome dele,ele se virou mas continuou de olho fechado, comecei a fazer cócegas nele e ele acordou rindo coçando os olhos mas quando percebeu que era eu a cara dele fico escura e ele se recusou a sair da cama, eu fiquei insistindo uns 5 minutos até que perdi a paciência peguei ele no colo e levei pro banheiro,no caminho eu fingia que ele era uma avião e fazia barulho do motor enquanto levava ele pra baixo e pra cima no ar,ele ria, mas continuava a se negar a me obedecer e escovar os dentes enquanto eu penteava o cabelo lisinho dele, que só Deus sabe como ele não ficou bravo por isso, finalmente ele tinha escovado os dentes e eu sai do banheiro pra ele fazer suas necessidades, depois eu o ajudei a trocar de roupa e a gente desceu brincando de pique-pega, eu sempre deixava ele me pegar, ele tomou seu café com uma felicidade que eu me senti bem melhor, ele estava gostando de mim até, enquanto ele tomava café eu peguei o que tinha sobrado do Toblerone, parti em pedaços e coloquei em um pote que a Lorena tinha me cedido da cozinha e escondi na lavanderia, íamos fazer caça ao Toblerone.
Ele já tinha acabado de tomar seu café quando eu avisei que tinha comprado chocolate pra ele, que ficou pulando procurando em volta, avisei que tinha escondido e que a gente ia fazer a Caça ao chocolate, ele começou a procurar pela casa e eu ia avisando se estava frio ou quente,aquela brincadeira bem típica brasileira, quando ele pegou o pote, saiu correndo pra sala e já foi enfiando duzentos pedaços na boca.
O resto do dia foi praticamente só algumas brincadeiras, ele teve que ir pra escola e o motorista do Sr.Kiedis que levou, logo de noite eu tive que ir embora e fiquei surpresa quando ele se emburrou por eu não poder ficar com ele a noite toda, tive que explicar que no outro dia cedinho eu estaria lá, a comida da Lorena tinha agradado muito, recebeu alguns elogios do Sr.Kiedis e o Everly comeu toda a comida que havia no seu prato, fazendo seu pai ficar surpreso.
Quando chegamos no carro,nós falamos um pouco de como tinha sido tudo muito bem, a Lorena me explicou da moça da limpeza que era fofoqueira e não poderíamos confiar nela, também falei o que achei de cada um que trabalhava la e como já tinhamos jantado na mansão, só chegamos em casa tomamos banho e fomos dormir.